Não me senti louco quando principiei a ouvir vozes atrás de mim; primeiro num chilrear, depois em cacofonia. Agora ouvia ruídos do lado esquerdo, do lado direito e pelo andar da carroça iria sofrer o mesmo tormento à minha frente. O vozeirão estava insuportável. Os meus ouvidos já não tinham capacidade para absorver a notável [...]
Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.
Saí do sono verdadeiramente satisfeito, a abraçar de braços abertos as minhas almofadas king size Reykjavik-Eider em seda e com metade do corpo acariciado por um edredão Jon Sveinsson; não sou pessoa de gostos elitistas, mas gosto de me vestir com a cama – será um fetiche?
Acordei com a mão esquerda a segurar os tomates. Nada de anormal este meu acordar; gosto de coçar, acariciar os meus tomates (poderia dizer testículos, mas essa palavra transmite uma ideia de inocência; e os meus tomates são tudo menos inocentes) – gosto de os sentir como contrafortes de um membro que mesmo em hibernação revela respeito.
“Monsters – Zona Interdita” é um filme aborrecido.
Já aqui tinha escrito o quanto gosto de uma almofada fria.
Terminei a leitura da obra “A Conspiração dos Antepassados” e agora é fácil perceber porque o tal site de chama “Cadernos de Daath”; e, assim, acabei de ler os romances de David Soares pelo princípio.
Lembrei-me agora mesmo que é dia de voto. Mas a decisão de me descolar para essa tarefa parece-me impossível de executar. Tenho ou meu lado, não apenas, um delicioso e vistoso Dry Martini, mas vejo-me envolvido, igualmente, por umas sensuais sonoridades. Fico-me por aqui… com toda a naturalidade.
Quando é possível um casal de namorados comungar de um saudável e bufalino traque? Ou seja e visto isto, apenas do lado masculino, quando pode o macho dar um sonoro traque (vulgo pólvora seca) ou emitir um traque silencioso (mais estilo ataque terrorista)? E para que se saiba do que estou a falar o traque é segundo o dicionário online (Priberam) a “Ventosidade que sai do intestino pelo ânus” ou para os mais lentos aquilo que vulgarmente se apelida de peido.
Relax em verde.
Se há coisa que odeie é levantar-me da cama. Não se pense que adoro a cama acima de tudo; não, nada disso ou, então, que deteste diligenciar uma parte da minha actividade para questões económicas – apenas gostava todos os dias de me erguer da cama.






![validar o rss [Valid RSS]](http://www.portaviii.com/wp-media/2011/09/valid-rss-rogers.png)