Como as tradições ainda podem ser o que não são vejo-me do meu ponto de vista a colocar um pouco tradicional post neste meu canto.
Eu, que tantos homens fui em vão, quero ser um e eu. A voz de Deus respondeu-lhe, dum turbilhão: Tão pouco eu sou; eu sonhei o mundo como tu sonhaste a tua obra, meu Shakespeare, e entre as formas do meu sonho estás tu que, como eu, és muitos e ninguém.
Não ando a dormir sossegado à muito tempo. Acordo? Ou fico naquele limbo onírico.
Deus tem de responder por muitas coisas. A morte, por exemplo, um ultraje não pode haver nunca perdão para quem inventou o sistema. O processo de envelhecimento é ridículo e degradante para toda a gente.
Por vezes os comandantes retóricos são apenas um nariz ou uma metralhadora.
Não falo de ir à igreja, compreendes-me. Ir à igreja, hoje, não é mais do que um reflexo condicionado, um trejeito, um tique.
Ontem foi a minha vez de me colocar nas agulhas de Marco Martins.
Já não era apenas quando chegava de férias que encontrava o meu porta lápis desprovido de canetas, de lapiseiras, de lápis, de tesoura, de corrector, de réguas, de afia lápis, de corta papel, de borrachas, de tira-agrafos, de x-acto, mas tal coisa nunca me ralou, apenas perdia por tradição alguns minutos a pensar quem teria levado o material tendo em conta que eu era o único funcionário no escritório, porque assim começava o trabalho com novo material e adoro especialmente afiar o novo lápis, a ponta fica fina como um estilete, é a única tarefa realizo com imensa atenção e prazer, mas actualmente era a qualquer momento que as minhas coisas saíam do lugar e o culpado tinha agora rosto.
O pouco que aprendi, mas sou um tipo novo, com apenas uns simpáticos 4? anos, sobre a crítica ou os críticos em Portugal é que existem quase em exclusivo dois tipos quando tratam de autores portugueses:
# 1 – há aqueles que dizem bem por dizer (talvez pensando que assim lhe tecerão críticas igualmente boas)
Sempre adorei formigas.
Quando era miúdo tinha um labirinto feito com legos cheio de formigas e entretinha-me a colocar nessa casota? outros insectos para admirar o poderio das formigas a desmembrarem, comerem, arrasarem aranhas, centopeias e outros bichos que tais.






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