- Siddhartha – disse -, tornámo-nos homens velhos. Dificilmente nos voltaremos a ver nesta forma. Vejo, querido amigo, que encontraste a paz. Reconheço que eu não a encontrei. Diz-me, Venerável, uma derradeira palavra, dá-me algo que eu possa compreender! Dá-me algo para o meu caminho. Ele é muitas vezes penoso, muitas vezes obscuro, Siddhartha.[1]
Um dos melhores livros que li nestes últimos 15 dias. São apenas 127 páginas, mas com uma profundidade poética, mística, humana incrível. Não admira que seja a obra mais conhecida de Herman Hesse. No final da leitura, após ter fechado o livro e pousar na mesinha de cabeceira, abateu-se sobre mim uma tristeza enorme, sufoquei em lágrimas. Ainda não estou curado, se é que estarei alguma vez, desta melancolia que continuamente se abate sobre mim e me faz pensar onde pára essa plenitude espiritual, essa paz interior que pensava possuir com 18 anos, mas que era, descobri depois, uma má-fé ao estilo sartreano. Serei outra vez feliz ou vivo à espera de relances muito ténues de felicidade?
Engraçado que em 2006 sofria do mesmo desalento. É crónico já o sei.
A páginas tantas do “Siddhartha” lembrei-me da busca do Ser expressa com um toque de humor. Jean-Jacques Loup no seu álbum “Tempos Difíceis”, editado pelas Publicações Dom Quixote na colecção HUMOR com humor se paga, n.º 20, 1985, tem esta prancha apetitosa.
título original: Siddhartha
tradução: Pedro Miguel Dias
editor: Público Comunicação Social SA, Colecção Mil Folhas, n.º 3, 2002, 1ª edição (maio.2002), pág. 125[1]
isbn:84-8130-496-4
imagem (1)
descrição: Buddha in Sarnath Museum (Dhammajak Mutra) via Wikipedia
baixa resolução: sim, 72 ppi
finalidade: para fins informativos no contexto do post siddhartha







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Essa prancha está genial!!!!!
Abraço
.-= Mucha é o último post de Bongop =-.