Quando os pormenores originam mais de 150 palavras.[1]
A minha tentativa de agrafar duas folhas de papel foi um fracasso. Não pela falta de agrafos, mas pela impetuosa decisão do meu indicador se interpor entre as folhas e o viperino agrafo.
Amaldiçoei o inanimado agrafo e fui à casa de banho refrescar a ferida com água corrente. Limpei as mãos com um papel de limpeza de mãos e a pedido da água fresca a bexiga pediu o seu esvaziamento. Atirei com extrema diligência a folha para o interior da sanita e vi-a flutuar. Peguei no meu falo e disparei
chegado aqui reparei no facto
- daquele som ruidoso da urina estar alegremente abafado
- os pingos saudavelmente amarelos não se erguiam assustadoramente
e lembrei-me que poderia ser um técnica válida para enganar o sono mais que leve da minha cônjuge quando a teimosia do comando da televisão fizer com que a noite na sala de estar se arraste para horas pouco recomendáveis a um bonus pater familiae e for necessária uma deslocação à casa-de-banho. Sem esquecer que posso cronometrar o tempo que demora a total submersão do papel através da movimentação cuidada da minha mangueira fálica.






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