leituras
19.05.2011arquivado em: leituras, sótão
0
os impostores (mais duas citações)
(…) nas minhas costas ouço sempre a aproximação da quadriga voadora do tempo; e além, à nossa frente, jazem desertos de eternidade. A tua beleza não será mais reencontrada; e os ecos da minha canção não se ouvirão na tua sepultura de mármore: depois, os vermes provarão a tua tão preservada virgindade; a tua honra a pó se reduzirá, e em cinzas o meu desejo se transformará.
Não estejamos à espera: enovelemos toda a nossa força e toda a nossa doçura numa única esfera, e pelo nosso prazer forcemos duramente os portões de ferro da vida, que abriremos amplamente. Não podemos obrigar o nosso Sol a quieto permanecer, mas está ao nosso alcance fazê-lo correr.
Digam que não existe poesia na ficção cientifica? Digam-me?
Alfred Bester, Os Impostores
título original: The Deceivers
tradução: Maria Nóvoa
editor: Europa-América, Mem Martins, 1984
título original: The Deceivers
tradução: Maria Nóvoa
editor: Europa-América, Mem Martins, 1984






![validar o rss [Valid RSS]](http://www.portaviii.com/wp-media/2011/09/valid-rss-rogers.png)