Lob e Pichard estrearam juntos em 1964 na revista Chouchou, com a personagem Tenebrax. Mas foi só em 67 que a dupla criou a nossa Blanche Epifany para a revista V-Magazine de Jean-Claude Forest, responsável pela intergalacticamente psicodélica Barbarella. O contraponto não poderia ser mais oportuno: enquanto uma se aventura intrepidamente pelos espaços afora, desafiando a lei da gravidade, a outra se defendia timidamente dos que desafiavam a gravidade da lei. Nada mais pop, nada mais atrevido: o melhor dos anos 60.
Pichard é um especialista em mulheres provocantes. Junto com Wolinski, criou a inesquecível Paulette, musa definitiva do underground. Depois, deu vida a Caroline Cholera e a Condessa Vermelha (Drácula de saias).
Blanche, a filha deserdada da Belle Epoque, desfila, seminua, dos becos escuros da cidade-luz aos palácios ensolarados das Arábias, sempre defendendo sua infalível virgindade, numa fidelíssima reconstrução da época, onde não foi esquecido um só extravagante ornamento Art-Nouveau. E,como observa Jean-Pierre Dionnet,da revista Metal Hurlant, Lob “caçoa gentilmente da literatura popular da época, de seus costumes, seus bons sentimentos e inverossimilhanças, mas sem o menor desprezo – talvez até com certa dose de nostalgia…
texto de Ana Jover na edição brasileira
Com desenhos de Georges Pichard e argumento de Jacques Lob “Blanche Epifany” é uma história provocante e surrealista; com muita ironia.
Editora Abril Jovem em 1990







![validar o rss [Valid RSS]](http://www.portaviii.com/wp-media/2011/09/valid-rss-rogers.png)
Adorei a capa!

Quanto à personagem era para mim completamente desconhecida!
Abraço
coloquei uma prancha para veres o tipo de desenho.
Interessante!
LOL