sótão
blanche epifany
08.08.2011arquivado em: sótão 3
blanche epifany

Lob e Pichard estrearam juntos em 1964 na revista Chouchou, com a personagem Tenebrax. Mas foi só em 67 que a dupla criou a nossa Blanche Epifany para a revista V-Magazine de Jean-Claude Forest, responsável pela intergalacticamente psicodélica Barbarella. O contraponto não poderia ser mais oportuno: enquanto uma se aventura intrepidamente pelos espaços afora, desafiando a lei da gravidade, a outra se defendia timidamente dos que desafiavam a gravidade da lei. Nada mais pop, nada mais atrevido: o melhor dos anos 60.

Pichard é um especialista em mulheres provocantes. Junto com Wolinski, criou a inesquecível Paulette, musa definitiva do underground. Depois, deu vida a Caroline Cholera e a Condessa Vermelha (Drácula de saias).

Blanche, a filha deserdada da Belle Epoque, desfila, seminua, dos becos escuros da cidade-luz aos palácios ensolarados das Arábias, sempre defendendo sua infalível virgindade, numa fidelíssima reconstrução da época, onde não foi esquecido um só extravagante ornamento Art-Nouveau. E,como observa Jean-Pierre Dionnet,da revista Metal Hurlant, Lob “caçoa gentilmente da literatura popular da época, de seus costumes, seus bons sentimentos e inverossimilhanças, mas sem o menor desprezo – talvez até com certa dose de nostalgia…

texto de Ana Jover na edição brasileira
prancha

prancha

Com desenhos de Georges Pichard e argumento de Jacques Lob “Blanche Epifany” é uma história provocante e surrealista; com muita ironia.

Graphic Novel #19
Editora Abril Jovem em 1990
artigos relacionados

3 respostas

  1. Bongop diz:

    Adorei a capa!
    :D
    Quanto à personagem era para mim completamente desconhecida!
    ;)

    Abraço

  2. Bongop diz:

    Interessante!
    :D LOL

deixar uma resposta





*
introduzir a palavra exibida na imagem
Anti-spam image

são regularmente gastos na produção e manutenção deste blog uns bons pedaços de caldo, suaves e furtadas cervejas.
produção e alojamento por oitava esfera