Adiei a ida ao Azeitona porque tenho uma enorme consideração pelo Litos e tinha receio de estragar a nossa amizade pelo facto de ser bastante crítico no que como fora de casa – a amizade ficou mais firme resultado, sem dúvida, de um almoço bem servido.
Mas sem colocar o carro à frente dos burros quanto ao “Azeitona”?
As minhas exigências quanto à qualidade da comida que petisco num snack-bar ou que trago de um takeaway não se comparam com as que coloco quanto visito um restaurante; aqui exijo uma qualidade “séria” em troca do que desembolso.
Fui acompanhado pela minha familia toda; sim até, pelo diabo, de 3 anos. O gourmet de 12 anos especialista em Macs e esparguete à bolonhesa optou por um espetada de frango e pasmem-se adorou-a; salientou o sabor fresco da cenoura que acompanhava o prato que até rapinou a que estava na minha travessa e já tinha por sua opção – fiquei pasmado – comido a sopa do dia. Ainda me acompanhou, e aqui assustou-me, na sobremesa que estava “bué de boa”.
O diabo de 3 anos atacou literalmente tudo o que eram azeitonas. O seu especial pedido, fora de ementa, foi executado na perfeição.
Quanto a mim mimei-me inicialmente com um espectacular paté de atum que ousadamente foi colocado como entrada e com umas singelas tostinhas; a tal espetada de frango, acompanhada com legumes à descrição, bem temperada foi combinada com um estupidamente gelado Mateus Rosé – uma perfeita simbiose. A sobremesa, uma especialidade da casa, seguida de um café longo e cremoso permitiu um almoço subliminar.
Gostei da decoração. A televisão exibia em silêncio um canal inocente – Discovery – a música ambiente nem alta, nem baixa permitiu sempre uma animada conversa na nossa mesa sem gritos.
Aconselho-o a quem gosta de bem comer num ambiente relaxado; que transpira qualidade e simpatia no serviço.
Abandonamos o restaurante verdadeiramente satisfeitos.






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