Poucos o sabem, mas a literatura de pulp fiction, que marcou toda a cultura popular dos EUA na primeira metade do século XX, também esteve presente em Portugal, e em força.
Houve um tempo em que heróis mascarados corriam as ruas de Lisboa à cata de criminosos; em que navegadores quinhentistas descobriam cidades submersas e tecnologias avançadas; em que espiões nazis conduziam experiências secretas no Alentejo; em que detectives privados esmurrados pela vida se sacrificavam em prol de uma curvilínea dama; em que bárbaros sanguinários combatiam feitiçaria na companhia de amazonas seminuas; em que era preciso salvar os colonos das estações espaciais de nome português; em que seres das profundezas da Terra e do Tempo despertavam do torpor milenário ao largo de Cascais; em que Portugal sofria constantes ataques de inimigos externos ou ameaças cósmicas que prometiam destruí-lo em poucas páginas, antes de voltar tudo à normalidade aquando do último parágrafo.
directamente da Saída de Emergência
Está à venda a excelente antologia, “Os Anos de Ouro da Pulp Fiction Portuguesa”, organizada por Luís Filipe da Silva da editora Saída de Emergência.
Posso desde já dizer que o design é mais uma vez espectacular (nisto e aquelas outras coisas a editora come-os todos) e o conteúdo muito, mas muito sumarento.
O recheio é composto por:
- O Segundo Sol por Ruy de Fialho
- A Expedição dos Mortos por Joachim Hunot
- A Ilha por João Henriques
- Pena de Papagaio por A. M. P. Rodrigues
- O Sentinela e o Mistério da Aldeia dos Pescadores por Orlando Moreira
- Horror em Sangue por Cristo de Maxwell Gun
- O Inconsciente por Tiago Rosa
- A Noite do Sexo Fraco por Ludovico Bombarda
- Pirata por um Dia por Sónia Louro
- Valente por Fausto Boamorte
- O Amaldiçoado por Ish-Tar de Artur de Carvalho
- Noites Brancas por Ana Sofia Casaca
- Mais do Mesmo! por João Barreiros
Ufa!
pode ser descarregada a entrevista a luís filipe silva (30)






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